A decisão do governo paulista em suspender a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos comércios varejistas ganhou o apoio da Associação Paulista de Supermercados (APAS), nesta segunda-feira (9).
No mês de abril as autoridades paulistas mostraram o desejo de implantar um sistema parecido com o aplicado em Belo Horizonte e em Jundiaí, com o intuito de reduzir a quantidade de resíduos plásticos produzidos e descartados diariamente. A ideia teve o apoio da APAS, que acaba de assinar um protocolo, confirmando suas intenções e compromissos.
A proposta deve entrar em vigor em janeiro de 2012, quando os supermercados deverão deixar de oferecer as sacolas derivadas de petróleo a seus clientes. Segundo João Galassi, presidente da APAS, deverá ocorrer um processo gradativo de substituição de sacolas plásticas pelas retornáveis. A possível cobrança pelos novos itens deverá ser estipulada individualmente por cada supermercado.
Segundo ele, a mudança tem objetivo educativo, pretendendo educar a população sobre os impactos que esses resíduos causam no planeta. Galassi lembra também, que atualmente os consumidores já pagam pelas sacolas, que têm seu valor embutido no preço das outras mercadorias.
A medida, importante para o meio ambiente, não foi bem aceita por representantes sindicais e empresários do setor de plásticos, que preveem quebra em orçamentos e desempregos. O Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos, que protestou durante a abertura da Feira Internacional de Negócios em Supermercados, informou que 30 mil empregos podem estar ameaçados pela proibição.
Diante da manifestação o governador Geraldo Alckmin apresentou-se disposto a manter a proposta. Segundo ele, a indústria é alvo de suas atenções e poderá contar com outros benefícios fiscais. No entanto, a fala dele foi finalizada com um lembrete ao esforço que é necessário fazer para proteger a natureza: “É preciso ter coragem de respeitar o meio ambiente”.

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