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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sustentabilidade na cabeça

Klever Kolberg, piloto brasileiro do Rally Dakar, exibe na pintura de seu capacete a bandeira da sustentabilidade. A nova pintura foi feita pela Artmix Studios, de São Paulo e é representada pelo globo terrestre. Kolberg foi o primeiro a levantar esta questão dentre os pilotos nas competições off-road.  "A ideia desta pintura tem a ver com a razão pela qual decidi voltar a participar do Rally Dakar: o futuro do planeta Terra. 

Então decidi utilizar o esporte para mostrar que está literalmente nas nossas mãos, mas na verdade nas nossas cabeças, o poder de escolher um caminho melhor para o globo terrestre e toda a vida que existe nele. O princípio da sustentabilidade quando ligado ao meio ambiente nos mostra que o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras", destacou o piloto, o primeiro na história do Dakar a disputar o rali mais perigoso do planeta usando, por todo o percurso, apenas o etanol de cana de açúcar como combustível.

Não é fácil apenas chegar e dizer: vamos correr com etanol. Foi preciso uma logística complexa para os abastecimentos, já que na Argentina e Chile não se vende etanol como combustível. O carro também teve de ser todo adaptado, já que o tanque de combustível tinha 560 litros, porque os reabastecimentos não eram permitidos durante as especiais. Inclusive tenho trabalhado para melhorar este ponto no regulamento com a organização do Dakar", disse Kolberg, que inspirou a ASO - dona do evento -, a criar a categoria experimental para carros usando combustíveis alternativos.

"Levamos este tema para o centro de nossa equipe, conseguimos que o regulamento do Rally Dakar fosse modificado, com a criação da categoria para combustíveis verdes, renováveis e de menor índice de poluição.

Achei importante deixar este recado visual também, já que o importante não é que poucos façam grandes ações, mas que cada um faça sua parte, pequena ou grande não importa, mas na soma o resultado será gigantesco. A escolha é nossa, se for a correta, o planeta agradece", afirmou.

Bruno Theil, proprietário da Artmix, destaca que o processo de pintura do capacete também segue rígidas normas ambientais. "O procedimento está todo alinhado com a proteção ao meio ambiente: materiais homologados no padrão ambiental mundial, com mínima emissão de vapores; trabalho com baixa pressão na aplicação de tintas, resultando em mínima névoa e aproveitamento máximo; pigmentos puros de altíssimo brilho; e verniz fosco à base de água soft touch", disse. "Ficamos felizes com o resultado final e, principalmente, com a satisfação do Klever. Para nós, é uma grande honra trabalhar com ele, um dos maiores nomes da história mundial do rali", completou.

"Agora podemos dizer que estou com o planeta Terra na minha cabeça", brincou Kolberg.


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