Errar é humano. Ajudar quem errou é mais humano ainda. Com este slogan, oTribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) com apoio da a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) lançou, nesta sexta, 25, o programa Começarde Novo, que visa a reintegração de detentos e ex-detentos ao mercado detrabalho e ao convívio social. O lançamento do programa foi feito com apresença de autoridades políticas e do judiciário, além de representantesdas classes empresariais do Amazonas.
O programa foi apresentado, na sede da autarquia, pela coordenadora doprojeto Começar de Novo, Telma Roessing, que detalhou o surgimento da ideiaa partir da constatação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do alto índicede reincidência da população carcerária no País. Na oportunidade, TelmaRoessing destacou o apoio institucional da SUFRAMA que passou a acompanharos trabalhos do programa coordenado pelo Grupo de Monitoramento e
Fiscalização do Sistema Carcerário no Brasil. Telma adiantou que uma das propostas do grupo é a adoção pelo governo do Estado da prática de publicar editais para as obras públicas, incluindo as relacionadas à Copa 2014, com percentual para indivíduos egressos do programa Começar de Novo.
O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas, desembargador João Abdala Simões, ao comentar a importância do programa afirmou que nós que formamos a sociedade temos o dever de cuidar do criminoso, é um dever de cidadania para que ele possa ter trabalho e não volte para o crime. Se a sociedade não o acolhe, não se pode falar em cidadania. E um homem sem trabalho é um meio-homem. Em seguida, Abdala Simões pediu o apoio da classe empresarial. Quem ganha somos todos nós. O criminoso deixa de continuar a ameaçar a nossa família e volta para o nosso convívio e a viver em harmonia com a comunidade.
O procurador jurídico da SUFRAMA, Fernando Frota, representando a superintendente Flávia Skrobot Barbosa Grosso, e presidindo a mesa da solenidade, disse que a SUFRAMA, como um órgão que desenvolve um papel importante para a melhoria da população da região com geração e distribuição de renda conclama a classe patronal para fazer a adesão (ao programa), num engajamento profícuo para derrubar a longa barreira da criminalidade na busca de uma sociedade mais justa.

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