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sexta-feira, 4 de março de 2011

PIB cresce 7,5% em 2010

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro — soma de todos os bens e serviços produzidos no País — cresceu 7,5% no acumulado de 2010, em relação ao mesmo período de 2009. O crescimento é o mais elevado desde 1986, quando também houve variação de 7,5%. Entre 2001 e 2010, o crescimento anual médio foi de 3,6%, acima do registrado na década anterior (1991-2000), quando o PIB a preços de mercado cresceu, em média, 2,6%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3).

A presidenta Dilma Rousseff fez uma avaliação sobre o resultado do PIB: “Esperávamos que o crescimento fosse elevado. 7,5% é um número bastante razoável e demonstra que o Brasil tem capacidade de crescer”, afirmou. 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a alta é "excepcional", e aconteceu no fim da crise, após a queda de 0,6% registrada em 2009. "Se considerarmos o PIB a preços de paridade e poder de compra, em conta ainda não oficial, a ser feita pelo FMI [Fundo Monetário Internacional] ou pelo Banco Mundial, atingimos um PIB de R$ 3,6 trilhões, o que nos coloca em sétimo lugar, superando a França e o Reino Unido", afirmou o ministro, durante entrevista coletiva em Brasília. Mantega acrescentou que o Brasil está entre os cinco países do G-20 que mais cresceram no período, ficando atrás apenas da China, da Índia, da Argentina e da Turquia. 

O motivo desse desempenho foi o crescimento de 6,7% no Valor Adicionado a preços básicos e do crescimento de 12,5% nos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. Entre os componentes da demanda interna, houve destaque para o crescimento da Despesa de Consumo das Famílias, que voltou a acelerar e registrou expansão de 2,5% no último trimestre de 2010. Pelo lado do setor externo, tanto as Exportações de Bens e Serviços como as Importações de Bens e Serviços apresentaram crescimento, de 3,6% e 3,9%, respectivamente. 

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, ou investimento) desacelerou e teve variação de 0,7% no quarto trimestre de 2010. Já a Despesa de Consumo da Administração Pública, teve variação negativa de 0,3% em relação ao terceiro trimestre.

Setor de Serviços cresceu 4,6% na comparação de trimestres 

Entre os serviços, todas as atividades que o compõem registraram crescimento, com destaque para Intermediação financeira e seguros, com crescimento de 11,4%, Comércio (atacadista e varejista), com expansão de 7,5%, e Transporte, armazenagem e correio (que engloba transporte de carga e passageiros), que aumentou 5,3%. As demais variações foram: Serviços de informação, 4,8%; Outros serviços, 3,7%; Serviços imobiliários e aluguel, 1,9%; e Administração, saúde e educação pública, 1,5%. 

Já o crescimento na taxa da agropecuária (1,1%) , segundo o IBGE, pode ser explicada pelo aumento da produtividade e pelo desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre, como por exemplo, cana (5,7%), trigo (20,1%) e laranja (4,1%), de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola - LSPA. 

Na atividade industrial (4,3%), as maiores expansões ocorreram na Extrativa mineral (14,8%) e na Construção civil (6,2%). Houve um aumento de 5,1% em Eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana, seguida pela Indústria de transformação (2,4%). O resultado da Indústria da transformação foi influenciado, principalmente, pelo aumento da produção de máquinas e equipamentos; produtos de metal; minerais não metálicos e indústria automotiva. 

Dentre os componentes da demanda interna, a despesa de consumo das famílias cresceu 7,5%, a 29ª  variação positiva seguida nessa base de comparação, influenciada pelo aumento da massa salarial real e do crédito para as pessoas físicas. A despesa de consumo da administração pública cresceu 1,2% e a formação bruta de capital fixo aumentou 12,3%.

As Exportações e as Importações de Bens e Serviços apresentaram crescimento de 13,5% e 27,2%, respectivamente, no quarto trimestre de 2010, em relação ao mesmo período de 2009.
No âmbito do setor externo, as exportações tiveram crescimento de 11,5%, e as importações se expandiram 36,2%. Contribui para este quadro a valorização cambial ocorrida entre 2009 e 2010. A taxa de câmbio (medida pela média anual das taxas de câmbio R$/US$ de compra e venda) variou de 2,00 para 1,76. 

A taxa de investimento no ano de 2010 foi de 18,4% do PIB, superior à taxa referente ao ano anterior (16,9%). Já a taxa de poupança alcançou 16,5% do PIB contra 14,7% no ano anterior.


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