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quarta-feira, 2 de março de 2011

Nova espécie de peixe descoberta no Pará


Uma nova espécie de peixe foi descrita por pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e Universidade do Pará, na Calha Norte do Rio Amazonas. O Stenolicmus ix foi descoberto no Rio Curuá, dentro da Reserva Ecológica Grão-Pará, a maior unidade de conservação de proteção integral do mundo, com mais de 4 milhões de hectares. A reserva faz parte do Corredor Central da Amazônia, que junto com o do Amapá, formam o maior corredor de biodiversidade do mundo.

O peixe foi coletado durante expedições do projeto Calha Norte, que vêm sendo realizadas desde 2008 na região. O bagre descoberto é pequeno, tem cerca de 2 centímetros de comprimento, de cor clara com manchas marrons, com olhos proporcionalmente grandes. Outra característica que o distingue de outros animais do mesmo gênero é o tamanho dos barbilhões, filamentos sensitivos, que possui próximos à boca. É o segundo do gênero descrito pela ciência. O outro é encontrado na Bolívia.

Apenas um exemplar foi coletado. O curador da coleção ictiológica do Museu Goeldi, Wolmar Wosiacki, acredita que seja um peixe difícil de ser encontrado, devido ao tamanho. “Qualquer espécie que venha a ser descoberta é importante para a biodiversidade. Uma das coisas mais importantes para o meio ambiente é conhecer as espécies que existem em determinadas regiões, afirma Wosiacki.

Os pesquisadores ainda não conhecem o tipo de ambiente utilizado pela espécie, mas acreditam que ela esteja associada a ambientes arenosos. A descoberta foi publicada na revista Zootaxa, em janeiro deste ano. Além de Wosiacki, os pesquisadores Daniel Pires Coutinho, do Museu Goeldi, e Luciano

Fogaça de Assis Montag, da Universidade Federal do Pará, assinam o texto.

Desde 2008, sete expedições foram organizadas pelo Museu Goeldi, pela organização não-governamental Conservação Internacional e pela Secretaria. Estadual de Meio Ambiente do Pará à região, composta por cerca de 30 pesquisadores e técnicos, desbravaram mais de 12 milhões de hectares da região, até então desconhecida para a ciência.

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