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quarta-feira, 16 de março de 2011

No mês da mulher, aprenda como enfrentar os sintomas da menopausa por meio da alimentação funcional

Alimento de soja elaborado por especialistas brasileiros é avaliado em estudo da Unicamp com resultados surpreendentes 
 Ondas de calor, dores musculares, perda da libido, ressecamento da pele, aumento da incidência de doenças cardiovasculares e osteoporose. Esses são alguns dos famosos problemas ocasionados pela menopausa, um dos eventos considerados mais incômodos na vida da mulher.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que em 2030, cerca de 1,2 bilhões de mulheres terão mais de 50 anos, um número três vezes maior do que em 1990.

Como a expectativa de vida está cada vez maior e a previsão é de que daqui para frente as mulheres passem um terço de suas vidas nesse período, tratamentos alternativos que se diferem das terapias hormonais, mais comuns nesses casos, vêm surgindo. Principalmente porque apesar de ser o mais indicado, o tratamento que inclui diferentes combinações de hormônios, geralmente é interrompido pelas usuárias após um ano, a maior parte por conta de sangramentos irregulares, medo de câncer ou doença tromboembólica e ganho de peso.

Um estudo da Unicamp, coordenado pelo médico Lucio Carmignani, com orientação da ginecologista Adriana Orcesi Pedro e que recentemente foi publicado na conceituada revista Maturitas, da Sociedade Européia de Menopausa e Andropausa, comparou os efeitos da ingestão diária de um alimento à base de isolado proteico de soja – Previna®– com o uso da terapia hormonal de baixa dosagem e placebo.

Sessenta mulheres com idade entre 40 e 60 anos foram divididas em três grupos e analisadas por dezesseis semanas. Um grupo recebeu o alimento à base de soja, o segundo recebeu terapia hormonal de baixa dosagem e o terceiro somente placebo.

A comparação entre os grupos revelou uma melhora significativa nos sintomas somáticos (ondas de calor e dor muscular) nas usuárias de terapia hormonal (-45,6%) e com suplementação à base de soja (-49,8%). Os sintomas urogenitais (secura vaginal) melhoraram significativamente nas usuárias de terapia hormonal (-38,%) e no grupo usando a suplementação à base de soja (-31,2%). Não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em relação aos sintomas psicológicos.

Após isso, concluiu-se que o alimento Previna®, que possui em cada porção de 15g aproximadamente 45mg de isoflavonas, 10 gramas de proteínas de soja, 500mg de cálcio e 2,5mcg de Vitamina D é uma excelente opção para muitas mulheres que decidem não utilizar a famosa TH para o controle dos sintomas relacionados ao climatério.

O alimento analisado no estudo foi desenvolvido por uma equipe de especialistas em nutrição do Centro de Pesquisa Sanavita. Segundo doutora Andrea Dario Frias, PhD em nutrição, uma porção diária concentra as quantidades adequadas de nutrientes importantes para a saúde da mulher que se encontra na menopausa.

A especialista ressalta que a soja, além de ser um alimento rico em isoflavonas (estrutura química semelhante ao estrogênio, o principal hormônio feminino), é um alimento de excelente valor nutricional que possui proteínas que ajudam também no controle do colesterol. Já o enriquecimento do alimento com cálcio e vitamina D teve como objetivo promover um maior consumo desses micronutrientes tão importantes nessa fase da vida da mulher. “Durante a menopausa a mulher fica mais exposta à perda de massa óssea devido à deficiência de estrogênio e por isso a suplementação de cálcio e vitamina D é necessária e indicada. Uma porção de Previna® atende 50% das necessidades diárias de cálcio e vitamina D”, finaliza.

Doutora Andrea Dario Frias é coordenadora do Centro de Pesquisa Sanavita, PhD em nutrição pela ESALQ – USP e atua na pesquisa e desenvolvimento de alimentos especiais e funcionais, possuindo vários trabalhos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.


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