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sexta-feira, 11 de março de 2011

Colheitas encolhem, preços sobem

Como a maior parte dos pequenos agricutores na exuberante região montanhosa de Cauca, na Colômbia, Luis Garzón, de 80 anos, e sua família prosperaram durante décadas fornecendo café Arabica plantado na sombra, em florestas tropicais. Eles vendem para marcas famosas, como Nespresso e Green Mountain. Mas, nos últimos anos, as colheitas de café diminuíram tanto lá quanto em outras regiões favoráveis da América Latina, por causa do aumento de temperaturas e de chuvas mais intensas e inmprevisíveis, fenômenos que cientistas atribuem ao aquecimento global, relata o New York Times.

Pés de café precisam da mistura certa de temperatura, épocas de chuva e seca para que seus grãos cresçam adequadamente e mantenham seu sabor. Pestes do café proliferam em clima mais quente e úmido.


A falta de café Arábica de qualidade está sendo sentida também nos supermercados de Nova York e nos cafés de Paris, e os consumidores se incomodam com os aumentos de preços. Os compradores temem que o fornecimento de Arabica da Colômbia nunca se recupere, e que o mundo esteja atingindo um "peak coffee", ou seja, um momento em que o declínio começa irremediavelmente.


Em 2006, a Colômbia produziu mais de 12 milhões de sacas de 60 quilos de café, e o país tinha uma meta de 17 milhões em 2014. No ano passado, a produção foi de 9 milhões.


O fenômeno está causando uma perda de lucros de redes sofisticadas de cafés como Starbucks e Green Mountain. Os mercados futuros de café Arabica  tiveram uma alta de preço de mais de 85% desde junho de 2010. E, enquanto os estoques caem, o consumo aumenta em economias emergentes como as do Brasil, Índia e China.

 

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