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segunda-feira, 28 de março de 2011

Coleta e destinação de pneus inservíveis cresce 25% no Brasil

A indústria pneumática coletou e destinou 311.554 toneladas de pneus inservíveis em 2010, o que representou um volume 25% superior em relação ao ano anterior. O total do ano passado representa 20,23% do montante acumulado desde 1999 (1,54 milhão de toneladas), quando teve início o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que hoje é administrado pela Reciclanip, entidade sem fins lucrativos criada pelas fabricantes de pneus, com o objetivo de fortalecer os esforços de coleta e destinação.

A Pirelli, empresa líder do setor, com cinco fábricas instaladas no Brasil, colabora com o financiamento da instituição, que é considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo.

Em 2011 a Pirelli e os demais fabricantes de pneus irão destinar US$ 41 milhões à Reciclanip, quantia 20% maior em relação ao total aplicado no ano passado, e que representa 33% de todo o aporte financeiro acumulado nos últimos 11 anos, que é de US$ 124 milhões. Estes dados apontam o crescimento dos esforços de um setor que praticamente liquidou todo o seu passivo ambiental.

No momento que a sociedade inicia a discussão sobre a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o setor de pneus é um bom exemplo, pois possui um grande know-how em coleta de produtos inservíveis, logística de transporte e destinação ambientalmente correta.

No final do mês de fevereiro o governo federal criou o Comitê Orientador de Logística Reversa, formado pelos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Fazenda, Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para definir e regulamentar as regras para devolução de produtos usados por parte dos consumidores, primeiramente de seis setores: pneus, pilhas e baterias, embalagens de agrotóxicos, óleos lubrificantes, lâmpadas fluorescentes e eletroeletrônicos.

Atualmente a Reciclanip tem 620 pontos de coleta em todo o País em parceria com prefeituras, que cobrem praticamente todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. O número destes postos também cresceu 32% em 2010. Os pneus inservíveis chegam a esses locais provenientes de diversas origens: das revendas de pneus; das prefeituras; das borracharias; ou da própria população. Muitos consumidores não sabem, mas o ideal é deixar os pneus usados na loja após a troca, para que sejam recolhidos e recebam a destinação ambiental correta. Com a PNRS a devolução do produto velho passará a ser obrigatória.

Do total de pneus inservíveis coletados pela ANIP, 64% é reaproveitado como combustível alternativo para as indústrias de cimento e papel e celulose. Os demais 36% são reutilizados na fabricação de asfalto borracha, solados de sapato, dutos pluviais, pisos industriais e tapetes para automóveis.  Todas estas destinações são aprovadas pelo IBAMA como ambientalmente adequadas. Porém, as possibilidades de reutilização de pneus inservíveis são bem mais amplas, pois trata-se de material 100% reciclável, por isso novas destinações estão em estudo para ser submetidas à aprovação do órgão governamental.


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