Para consolidar o etanol de cana de açúcar como commodity internacional
A Shell e a Cosan anunciaram ontem segunda-feira (14) a criação da Raízen – empresa resultante do processo de integração dos negócios das duas companhias. A Raízen (nome foi inspirado na união das palavras raiz (da cana-de-açúcar) e energia) será a marca corporativa dos negócios e a aposta para o crescimento das vendas internacionais de etanol.
A Raízen nasce com valor de mercado estimado em torno de US$ 12 bilhões, cerca de 40 mil funcionários, uma rede de 4,5 mil postos e com a previsão de em cinco anos dobrar a produção de etanol, passando de 2,2 bilhões de litros (resultado de 2010) para 5 bilhões de litros.
A nova companhia nasce com faturamento anual estimado de R$ 50 bilhões, informou o ex-presidente da Shell no Brasil, Vasco Dias, que comandará a Raízen.
Em termos de capacidade de produção, a companhia espera passar dos atuais 62 milhões de toneladas de cana moída para 100 milhões de toneladas anuais.
“O nosso plano é consolidar o etanol de cana de açúcar como commodity internacional”, declarou o presidente da Raízen, Vasco Dias.
Num prazo de 5 anos, a previsão é que as 23 usinas incluídas na Raízen devam elevar a energia produzida por cogeração de 900 megawatts para 1300 megawatts. A produção de açúcar deve passar de 4 milhões de toneladas para 6 milhões de toneladas.
A operação integrada da Shell e da Cosan deve ser iniciada até o fim do primeiro semestre de 2011. "Não há mais qualquer impedimento", disse Dias. Segundo ele, o único ponto pendente é a questão do açúcar utilizado para alimentos, concentrados na marca União. "Muito provavelmente esse negócio vai ficar com a Cosan", disse.
A marca Shell será mantida e foi a escolhida para ser a única na distribuição de combustíveis no Brasil. Já a marca Esso tende a desaparecer no prazo de até 36 meses, segundo a empresa.

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