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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nova pesquisa exclui gás natural das alternativas limpas

Análise do ciclo de vida feita pela Environmental Protection Agency (EPA) colocou em cheque a suposição de que esse combustível seja uma solução rápida e fácil para as mudanças climáticas. Até agora, imaginava-se que ele produzisse 50% menos gases do efeito estufa do que o carvão. 

Mas os novos resultados apontam que, considerados os vazamentos de metano e outros poluentes liberados durante a sua extração e bombeamento para as usinas, o gás natural é somente 25% mais limpo.

O gás natural tem vantagens ambientais. Sua queima produz menos óxidos de
nitrogênio e dióxido de carbono do que a do carvão e do óleo. No entanto, de acordo com o estudo, por ano, bilhões de metros cúbicos de gases do efeito estufa  equivalente às emissões de 35 milhões de automóveis  escapam por válvulas de tubulação mal vedadas ou chegam à atmosfera por queima incompleta. Durante a extração, só as emissões de metano equivalem a 20% do total causado pelo homem, segundo estimativas do Banco Mundial.

De fato, essa liberação de metano é o mais preocupante. Considerava-se que
ele tinha um impacto 21 vezes maior no aquecimento global do que o dióxido de carbono. Mas dados recentes da Universidade de Cornell especulam que essa proporção pode chegar a 72 vezes.

Ainda que todas as más notícias estejam corretas, é preciso ter em conta que
uma redução de poluentes da ordem de 25% sobre o carvão não é uma vantagem desprezível. Se os processos de extração e bombeamento melhorarem essa diferença positiva volta a crescer.  Assim, o gás natural ainda pode ser importante na transição para uma economia menos intensiva em carbono. Mas à luz dos novos dados, é preciso olhá-lo com mais cautela. 


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