O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) lançou ontem, em Tefé (AM), o Plano de Gestão da Reserva Mamirauá. A publicação é uma revisão do plano de manejo, elaborado em 1995. O mais importante é que o Plano de Gestão seja distribuído aos nossos principais parceiros: os moradores da reserva, explicou o Diretor Geral do IDSM, Helder Queiroz, em referência à próxima etapa que é a divulgação do plano. O documento é dividido em dois volumes: o primeiro de diagnóstico e o segundo de planejamento. De acordo com a Diretora de Manejo e Desenvolvimento do IDSM, Isabel Sousa, a alteração mais importante, entre o antigo e o atual plano, é a abrangência do documento. A primeira versão, impressa em 1996, ano posterior à criação do plano, dava ênfase ao manejo em apenas uma parte da reserva, correspondente a 260.000 hectares. A nova versão abrange o gerenciamento sustentável em toda a extensão da unidade de conservação que é de 1.124.000 hectares, comparou Sousa. No período que antecedeu a primeira revisão, alterações ocorreram em diferentes níveis da administração pública, influenciando o resultado final do documento. Uma delas foi a nova lei que regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, aprovada em 2000, cujo decreto foi publicado em 2002. Na esfera estadual, mudanças significativas ocorreram na estrutura de governo e políticas públicas para a conservação das florestas foram criadas. A própria denominação (Plano de Gestão) atende a uma diretriz do Governo do Estado do Amazonas, já que trata-se de uma unidade de conservação estadual. Posteriormente, um documento síntese, com linguagem simples, será elaborado para distribuição a todos os moradores da reserva. Lançamento do Grupo de Trabalho para elaboração do Plano de Gestão da RDS Amanã Durante a cerimônia, foi criado o grupo de trabalho para elaboração do Plano de Gestão da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã. A equipe inicial é formada por Rodrigo Tawada (chefe da UC) e pelos seguintes pesquisadores do Instituto Mamirauá: Auristela Conserva (ecologia florestal), Bárbara Richers (agricultura familiar), Ellen Amaral (manejo de pesca), Isabel Sousa (pesquisa social), João Valsecchi (fauna cinegética), Juliana Leoni (produtos florestais não-madeireiros), Miriam Marmontel (mamíferos aquáticos), Nelissa Bezerra (socioeconomia),Paulo Souza (proteção ambiental) e Rodrigo Ozório (turismo de base comunitária). |


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