A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) abre, nesta sexta-feira (18), às 19 horas, a exposição "Onde a água encontra a Terra", que reúne 53 fotografias da norte-americana Carol Armstrong e dos brasileiros Fernando Azevedo e Leornado Kossoy. A mostra poderá ser vista no Museu de Arte Moderna e Contemporânea Casa das Onze Janelas, até 19 de abril. A entrada é franca.
A mostra levará o público a pensar e discutir as relações entre dois elementos da natureza - água e terra -, passando por questões fundamentais da teoria da cultura, numa nova perspectiva para a abordagem da fotografia. A curadoria é de Paulo Herkenhoff, curador da Bienal de São Paulo e uma das maiores autoridades do país no campo da arte contemporânea. As obras
estabelecem nexos da presença da água na fronteira com a terra, marcantes na produção de cada um deles.
A exposição - que já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte - dá sentido a cada imagem e ao conjunto delas, passando pela filosofia, pela literatura e pela história da arte. O projeto da mostra surgiu no início de 2007, quando Fernando Azevedo, Leonardo Kossoy e Carol Armstrong se reuniram em Nova Iorque para discutir uma exposição que também se
desdobrasse em uma discussão das relações entre imagem e teoria da cultura.
A partir de fotografias particulares que indicavam certos interesses teóricos e situações das imagens, o grupo chegou às bases do formato que será apresentado ao público em Belém. Na próxima sexta-feira, às 14 horas, haverá uma visita guiada com o curador Paulo Herkenhoff, para estudantes da rede pública e particular.
Sábado (19), às 10 horas, acontece uma mesa redonda sobre o tema, com a participação do curador e os três fotógrafos envolvidos na mostra, para um público especifico de fotógrafos e estudantes de fotografia. As vagas são limitadas para 20 pessoas e as inscrições devem ser feitas pelos telefones 4009-8821 e 4009-8825, no horário das 10 às 18 horas.
Preservação - A mostra itinerante Onde a Água Encontra a Terra soma-se a uma iniciativa local de difusão e de preservação do patrimônio artístico e histórico paraense. Em Belém, a exposição estará aberta ao público no Museu de Arte Contemporânea do Pará, situado no sítio histórico de fundação da cidade, mais precisamente no antigo prédio do Hospital Real Militar, datado do século XVIII.
Em 2000, o Governo do Estado restaurou a edificação, transformando-a em um espaço cultural voltado para a arte contemporânea, sob a denominação de Casa das Onze Janelas, nome alusivo aos vãos de sua fachada principal. O projeto de criação do espaço cultural e museológico faz parte de uma das etapas do projeto Feliz Lusitânia, iniciado no ano de 1998.
O projeto possibilitou a abertura de um conjunto de espaços culturais, de lazer e de conhecimento sobre a história regional, a produção artística acadêmica e contemporânea das artes visuais, as coleções arqueológicas e antropológicas, os acervos fílmicos e sonoros, dentre outros, apresentados, respectivamente, no Museu de Arte Sacra (MAS), Museu do Encontro no Forte do Presépio, Museu Histórico do Pará, Museu do Círio e Museu da Imagem e do Som
(MIS), todos situados em um único sítio, marcado pelo cenário urbano e pelas águas barrentas que integram a paisagem.
Os fotógrafos
Carol Armstrong: nasceu em Nova Jersey e é professora de história da arte da Universidade de Yale (EUA). Carol é articulista da revista de arte nova-iorquina "Artforum", uma das principais e mais representativas publicações da área. É considerada a maior autoridade dos Estados Unidos em estudos relacionados ao gênero feminino, como pensadora da feminilidade e
sua representação na criação artística. Em 2005 fez a exposição "Pink", abordando a intercessão entre feminilidade e arte. Entre os prêmios que recebeu, destaca-se o Guggenheim Fellowship (1994-1995), em reconhecimento à sua habilidade criativa no campo das artes.
Fernando Azevedo: nasceu no Rio de Janeiro e é mestre em filosofia e história da arte pela City University de Nova York, com especialização em pintura pelo Pratt Institute. Com extensa carreira como curador de exposições de fotografia, crítico de arte e ilustrador, a exposição "Onde a água encontra a Terra" é sua primeira participação em mostras. Já colaborou regularmente com as revistas "Art Nexus" e "Arte Internacional", editada pelo Museu de Arte Moderna de Bogotá.
Leonardo Kossoy: nasceu em São Paulo, e desde os anos 1960 dedica-se às artes. Juntamente com a literatura, forma-se seu olhar fotográfico. Kossoy fotografa todo ano pelo território do Mediterrâneo, estabelecendo relações entre luz, geografia, história da arte e fotografia. Expõe regularmente em Nova York, São Paulo e Rio de Janeiro. "Desoriente: o eu nômade" e "Espanhas/ Spains" foram seus mais recentes trabalhos no Brasil.
Serviço
Exposição "Onde a Água Encontra a Terra" Quando: De 18/02 a 19/04. Abertura: 18/02, 19h
Local: Museu de Arte Moderna e Contemporânea Casa das Onze Janelas - Sala Valdir Sarubbi (praça Frei Caetano Brandão s/n), Cidade Velha Horário: terça a sexta-feira, das 10 às 19h; e sábado e domingo, das 10 às 16h
A mostra levará o público a pensar e discutir as relações entre dois elementos da natureza - água e terra -, passando por questões fundamentais da teoria da cultura, numa nova perspectiva para a abordagem da fotografia. A curadoria é de Paulo Herkenhoff, curador da Bienal de São Paulo e uma das maiores autoridades do país no campo da arte contemporânea. As obras
estabelecem nexos da presença da água na fronteira com a terra, marcantes na produção de cada um deles.
A exposição - que já passou pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte - dá sentido a cada imagem e ao conjunto delas, passando pela filosofia, pela literatura e pela história da arte. O projeto da mostra surgiu no início de 2007, quando Fernando Azevedo, Leonardo Kossoy e Carol Armstrong se reuniram em Nova Iorque para discutir uma exposição que também se
desdobrasse em uma discussão das relações entre imagem e teoria da cultura.
Sábado (19), às 10 horas, acontece uma mesa redonda sobre o tema, com a participação do curador e os três fotógrafos envolvidos na mostra, para um público especifico de fotógrafos e estudantes de fotografia. As vagas são limitadas para 20 pessoas e as inscrições devem ser feitas pelos telefones 4009-8821 e 4009-8825, no horário das 10 às 18 horas.
Preservação - A mostra itinerante Onde a Água Encontra a Terra soma-se a uma iniciativa local de difusão e de preservação do patrimônio artístico e histórico paraense. Em Belém, a exposição estará aberta ao público no Museu de Arte Contemporânea do Pará, situado no sítio histórico de fundação da cidade, mais precisamente no antigo prédio do Hospital Real Militar, datado do século XVIII.
Em 2000, o Governo do Estado restaurou a edificação, transformando-a em um espaço cultural voltado para a arte contemporânea, sob a denominação de Casa das Onze Janelas, nome alusivo aos vãos de sua fachada principal. O projeto de criação do espaço cultural e museológico faz parte de uma das etapas do projeto Feliz Lusitânia, iniciado no ano de 1998.
O projeto possibilitou a abertura de um conjunto de espaços culturais, de lazer e de conhecimento sobre a história regional, a produção artística acadêmica e contemporânea das artes visuais, as coleções arqueológicas e antropológicas, os acervos fílmicos e sonoros, dentre outros, apresentados, respectivamente, no Museu de Arte Sacra (MAS), Museu do Encontro no Forte do Presépio, Museu Histórico do Pará, Museu do Círio e Museu da Imagem e do Som
(MIS), todos situados em um único sítio, marcado pelo cenário urbano e pelas águas barrentas que integram a paisagem.
Os fotógrafos
Carol Armstrong: nasceu em Nova Jersey e é professora de história da arte da Universidade de Yale (EUA). Carol é articulista da revista de arte nova-iorquina "Artforum", uma das principais e mais representativas publicações da área. É considerada a maior autoridade dos Estados Unidos em estudos relacionados ao gênero feminino, como pensadora da feminilidade e
sua representação na criação artística. Em 2005 fez a exposição "Pink", abordando a intercessão entre feminilidade e arte. Entre os prêmios que recebeu, destaca-se o Guggenheim Fellowship (1994-1995), em reconhecimento à sua habilidade criativa no campo das artes.
Fernando Azevedo: nasceu no Rio de Janeiro e é mestre em filosofia e história da arte pela City University de Nova York, com especialização em pintura pelo Pratt Institute. Com extensa carreira como curador de exposições de fotografia, crítico de arte e ilustrador, a exposição "Onde a água encontra a Terra" é sua primeira participação em mostras. Já colaborou regularmente com as revistas "Art Nexus" e "Arte Internacional", editada pelo Museu de Arte Moderna de Bogotá.
Leonardo Kossoy: nasceu em São Paulo, e desde os anos 1960 dedica-se às artes. Juntamente com a literatura, forma-se seu olhar fotográfico. Kossoy fotografa todo ano pelo território do Mediterrâneo, estabelecendo relações entre luz, geografia, história da arte e fotografia. Expõe regularmente em Nova York, São Paulo e Rio de Janeiro. "Desoriente: o eu nômade" e "Espanhas/ Spains" foram seus mais recentes trabalhos no Brasil.
Serviço
Exposição "Onde a Água Encontra a Terra" Quando: De 18/02 a 19/04. Abertura: 18/02, 19h
Local: Museu de Arte Moderna e Contemporânea Casa das Onze Janelas - Sala Valdir Sarubbi (praça Frei Caetano Brandão s/n), Cidade Velha Horário: terça a sexta-feira, das 10 às 19h; e sábado e domingo, das 10 às 16h

Nenhum comentário:
Postar um comentário