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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Babaçu produz óleo com potencial para substituir petróleo

O estudo foi patrocinado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapeam), que identificou no óleo da palmeira amazônica uma nova alternativa de biocombustível
 
Com incontáveis benefícios, o babaçu, fruto de uma palmeira de crescimento espontâneo abundante na Amazônia, produz um óleo que pode ter potencial energético para substituir o uso do petróleo e do diesel em uma cidade inteira.

Só no município de Barreirinha, a 331 quilômetros de Manaus, são 3 milhões
de árvores da espécie, com produção de 200 quilos de frutos por planta.

Este número, segundo o agrônomo e pesquisador do Instituto Nacional de
Pesquisas da Amazônia (Inpa), Luiz Antônio de Oliveira, aponta para a alternativa do uso da biodiversidade.

Com o intuito de descobrir tais potenciais, além da utilização dos resíduos
de madeira para produção de álcool, Oliveira submeteu, com sucesso, o projeto Aproveitamento de resíduos de madeiras e avaliação do potencial de espécies florestais para a produção de biocombustíveis, ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias para a produção de Biocombustíveis no Estado do Amazonas (Biocom).

O Programa, viabilizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do
Amazonas (Fapeam) em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), destinou mais de R$260 mil em recursos para o grupo de pesquisadores, contemplados no edital 009/2009.

Rico da raiz às folhas, o babaçu serve de matéria-prima também para a
fabricação de cestos, esteiras, janelas, gaiolas, entre outros.
 
O que mais tem na Amazônia é resíduo vegetal e de madeira. Estamos estudando as espécies que podem servir de matéria-prima para a produção de biocombustível. Usando esses micro-organismos, aproveitamos os resíduos que muitas vezes ficam como contaminantes ambientais, destacou o pesquisador.

Em parceria com a especialista em palmeiras e coordenadora do Laboratório de

Pesquisa em Botânica do Inpa, Ires Paula de Andrade Miranda, Oliveira quer oferecer ao final do projeto produtos que possam, a partir do biocombustível, gerar desde energia até o álcool volátil para a utilização no setor de cosméticos.

Caso sejam identificados o tipo e a concentração do álcool, a palmeira
poderá servir para utilização em cosméticos sendo um resultado secundário do projeto que trará autossuficiência para o Amazonas, que hoje, segundo o pesquisador, importa a matéria-prima.

Palmeiras


Para a pesquisadora Ires Miranda, o Programa Biocom é uma excelente
oportunidade de criar situações para explorar o aproveitamento das palmeiras e gerar renda para moradores de municípios onde as espécies se desenvolvem em grande quantidade.

Fizemos um levantamento da ocorrência de palmeiras em áreas degradadas. É
uma forma de evitar novos desmatamentos, já que os homens do campo podem trabalhar com essa diversidade sem precisar desflorestar novamente. A ideia é essa, projetou.

Ires enfatiza a importância das palmeiras como potencial para produção de
biocombustível em muitas comunidades, citando exemplos de trabalhos iniciais em Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus. Contamos todas as palmeiras e percebemos maior participação do açaí, então fizemos um plano piloto e o doutor Luiz Antônio me convidou para fazer um inventário nos interiores. Já trabalhamos em vários municípios, disse.

O foco da pesquisa é movimentar esse mercado e efetivar a inclusão social
nas localidades. Caso a equipe consiga comprovar cientificamente o potencial do babaçu para produção de óleo diesel, de acordo com o doutor Luiz Antônio de Oliveira, existe a possibilidade de abastecer com essa energia se não uma cidade, mas uma vila inteira. 

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