(17/01) uma greve, em protesto pela política governamental para a exportação
de grãos, fato que acentuou as tensões entre a administração e o campesinado.
De acordo com a agência de notícias Prensa Latina, a greve na comercialização
de cereais e soja iniciada esta madrugada continuará durante a semana,
período no qual serão realizadas manifestações em províncias.
Os dirigentes da chamada Mesa de Enlace, que agrupa cerca de 290 mil
camponeses, anunciaram a medida na quinta-feira (13/01) passada, depois de
um diálogo com o Executivo no qual exigiam a livre exportação de seus produtos.
O ministro de Agricultura, Julián Domínguez, comunicou a decisão de permitir
apenas a venda de um montante equivalente ao da colheita anterior, o que
provocou o anúncio do protesto, a nona em menos de três anos.
Segundo agrupamentos camponeses, as regulações, estabelecidas desde 2006,
provocam perdas e distorções no valor do cereal, enquanto o governo assegura
que garantem o abastecimento interno e impedem altas abruptas dos preços.
Na semana passada, o ministro do Interior, Florencio Randazzo, advertiu que
o protesto poderia ocasionar cortes em vias e diminuições em produtos de
consumo em massa como pão e farinha.
Em declarações ao jornal argentino Clarín, o titular da Federação Agrária,
Eduardo Buzzi, negou nesta segunda-feira que a greve provoque
desabastecimento e interrupções nas rotas pelas marchas anunciadas.
O governo e os sindicatos acusam-se mutuamente de favorecer as
transnacionais e ocasionar prejuízos aos pequenos agricultores.
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