Durante o 2º Seminário Nacional de Energia Nuclear o presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro, informou que a empresa pretende
enviar ao governo federal uma lista com 40 cidades brasileiras aptas a receberem novas usinas nucleares.
Mesmo que a lista contenha municípios das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, a Eletrobrás já definiu que o Nordeste tem prioridade em todo o processo e as usinas devem ser estabelecidas até 2030.
A utilização de energia nuclear tem como vantagem a não dependência de
combustíveis fósseis, e por consequência, a não emissão de gases de efeito
estufa. Até mesmo quando comparada à produção hidrelétrica, a energia
nuclear ainda sai na frente, por não necessitar alagar grandes áreas.
No entanto, ela também tem suas desvantagens, como a produção de resíduos
radioativos, que mesmo sendo baixa pode causar danos ao meio ambiente e à
saúde humana, acidentes radioativos e até mesmo problemas à segurança
nacional e internacional, pois os resíduos radioativos podem ser usados para
a fabricação de bombas.
O Brasil tem como opções três cenários diferentes, dos quais um será
escolhido para receber os investimentos. O primeiro deles envolve quatro
usinas, sendo duas delas no Nordeste e as outras duas no Sudeste. O segundo
prevê três usinas em cada uma das regiões anteriores, e o terceiro contaria
com oito usinas, quatro no Nordeste e quatro no Sudeste.
Carlos Henrique Mariz, coordenador da Eletronuclear no Nordeste, explicou
que as centrais de produção energética deverão ter capacidade para mil
megawatts de potência.
O valor estimado para a construção de cada usina, segundo Mariz, gira em
torno de R$ 10 bilhões. Como a região onde elas serão construídas já está
praticamente definida, a empresa trabalha atualmente na escolha das cidades.
Quatro estados estão na disputa: Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, e
segundo o presidente, nada impede que uma mesma cidade receba mais de uma
usina nuclear, a exemplo do que acontece em Angra do Reis, no Rio de
Janeiro. Essa escolha por locais que consigam suportar mais de uma “fábrica”
deve-se à economia gerada em grande escala. As informações são da Agência
Brasil.
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