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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Larva pode repovoar ecossistemas marinhos

Uma pequena larva de peixe pode trazer esperança para ambientes aquáticos devastados, revela estudo publicado na última edição da revista PLoS ONE. A pesquisa, conduzida no Havaí por especialistas americanos da Universidade do Estado do Oregon, demonstrou que uma larva pode viajar mais de 160 mil quilômetros e repovoar ecossistemas marinhos.

A descoberta reforça a relevância das reservas marinhas, que ganham valor além de suas fronteiras, como potenciais "sementes" para novos hábitats.

"Nós já sabíamos que nas reservas marinhas crescem peixes maiores que, algumas vezes, deixam essa área específica, o que chamamos de transbordamento", disse Mark Hixon, professor de biologia marinha da universidade do Oregon, à Science Daily. "Agora nós sabemos por certo que as larvas dos peixes que foram geradas dentro das reservas marinhas podem viajar longas distâncias com as correntes e reconstituir áreas em que os peixes ficaram escassos por causa da pesca".

As áreas estudadas foram nove reservas marinhas criadas em 1999 na costa oeste da ilha principal do Havaí com o intuito de preservar um peixe tropical chamado yellow tang. O exótico animal estava, na época, ameaçado por ser altamente cobiçado por colecionadores.

Os estudiosos observaram que, apesar do yellow tang não viajar longas distâncias como adulto, ele surgia também em áreas vizinhas. Isso levantou a hipótese de que sua migração acontecia enquanto ele era apenas uma larva – e mais ou menos do tamanho de um grão de arroz.

Usando técnicas de DNA avançadas, os pesquisadores conseguiram comprovar que os novos peixes das áreas vizinhas eram, de fato, descendentes das nove reservas havaianas. As análises do genoma de 1073 peixes fizeram com que os biólogos percebessem que alguns deles haviam viajado mais de 183 quilômetros.

"A tecnologia usada é semelhante ao tipo de tecnologia forense que vemos na televisão, só que mais avançada", disse Mark Christie, líder do estudo, à Science Daily. "Estamos otimistas de que a descoberta nos ajudará a aprender muito mais sobre os movimentos de migração dos peixes, os estoques de pesca e os efeitos genéticos da pesca", acrescentou.

Por Veja

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