Matrinxã Pirapitinga
Pacu Aruanã
Mapará
A balsa do peixe da Feira da Panair, localizada na Colônia Oliveira Machado, zona Sul de Manaus, foi o local de lançamento, na manhã desta quarta-feira (10/11), da terceira edição da Campanha Pescador Fique Legal, coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
O combate à pesca predatória por meio da educação ambiental é o objetivo da Campanha. Como o próprio nome sugere, a Campanha busca alcançar um comportamento “legal” do pescador, do comerciante de pescado e também do consumidor de peixe no sentido de não pescarem, não comercializarem e não consumirem as espécies que estão na fase de reprodução, amparadas pelo Defeso.
A Matrinxã, a Pirapitinga, a Sardinha, o Pacu, o Aruanã e o Mapará são as espécies que terão a pesca proibida pelo Defeso a partir de 15 de novembro até 15 de março do próximo ano. Já a pesca do Tambaqui está proibida desde primeiro de outubro e permanecerá assim até 31 de março do ano que vem. O Pirarucu, por sua vez, tem a pesca proibida o ano inteiro.
“Essas espécies só podem ser comercializadas se forem oriundas de viveiros, projetos de piscicultura e planos de manejo, acompanhadas da guia de comercialização do pescado emitida pelo IBAMA”, explicou a gerente de controle de pesca do Ipaam, Nonata Lopes.
Na edição de 2010, estiveram no lançamento 50 participantes de 10 instituições representativas do setor pesqueiro: IBAMA, SDS/Ceuc, Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), Secretaria de Produção Rural (Sepror); Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) Sindicato dos Armadores, Pescadores e Proprietários de Barcos de Pesca do Estado do Amazonas; Secretaria Executiva de Aqüicultura e Pesca do Amazonas e Federação de Pesca do Estado do Amazonas (Fepesca) e membros de Sindicatos e Colônias de pescadores.
A Campanha é executada também com a parceria da Capitania dos Portos, Arsam, Polícia Militar do Amazonas, Amazonastur, Colônias de pescadores do Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Lábrea e as prefeituras do Careiro Castanho e Careiro da Várzea, Itapiranga, Manaquiri, Manicoré e Manacapuru.
Seguindo a agenda do dia, uma parte dos participantes foram para o Porto da Ceasa dar orientações, afixar cartazes e distribuir os panfletos da Campanha. Os grupos que deveriam ir ao Porto de São Raimundo e aos barcos da Manaus Moderna foram impossibilitados pela chuva e a ação nestes locais foi transferida para sexta-feira.
Outra parte do grupo atuou na Feira da Panair com os servidores da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) que neste ano se integram à Campanha assumindo a execução da mesma em todas as feiras municipais.
A gerente de pesca do Ipaam também foi convidada a falar nas duas rádios instaladas junto à Administração da Feira da Panair. Na oportunidade, ela explicou aos feirantes a necessidade de declararem os estoques das espécies protegidas pelo Defeso ao IBAMA até o dia 19 de novembro e, a partir daí, prosseguirem com o uso da guia de comercialização de pescado para não terem que ser penalizados pela venda ilegal. Também orientou os consumidores a optarem pelas espécies que estão livres do Defeso como Curimatã, Cará, Bodó, Cuiu-cuiiu, Caparari, dentre mais de trinta outras espécies e, na dúvida sobre a legalidade da venda, solicitarem do vendedor a guia de comercialização.
Repercussão
Presente ao lançamento da Campanha, o superintendente do IBAMA em exercício, Geandro Guerreiro, destacou a importância da Campanha como fator de conscientização para “assegurar o processo reprodutivo das espécies e pra que o peixe não venha a faltar na mesa do povo amazonense”.
Para o secretário Executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernardino, “o Defeso é o maior instrumento que o pescador tem para preservar as espécies de peixe”. Entretanto, ele alertou para o fato de que também é preciso evitar o desmatamento, o assoreamento dos cursos d’água, a criação de barragens e outros danos ambientais que interferem na quantidade e qualidade do recurso pesqueiro. “A Campanha Pescador Fique Legal, portanto, é ambiental e de segurança alimentar”, concluiu.
Valdenor Falcão, membro da Federação de Pesca do Amazonas (Fepesca) e presidente da Colônia de Pescadores do Careiro da Várzea, informou que já estava com tudo certo para deflagar a Campanha no Município. “Queremos contribuir para que a expansão da Campanha a outros municípios seja um sucesso”, destacou.
Pescador Legal
O pescador Aldemar Saraiva Monteiro esteve presente ao lançamento da Campanha e é um exemplo de pescador “legal”. Ele concorda com o Defeso e observa o prazo de reprodução das espécies. Para ele, “Defeso é época em que o peixe pode ter prosperidade; vai desovar e vai ter uma produção imensa dois a três anos depois”.
Também o pescador Arnoldo Alves Ferreira, há 30 anos nesta atividade, dono do barco de pesca Nailson da Silva, ancorado no Porto da Panair, prestigiou o evento e opinou: “O Defeso é bom. Como pescador, sou de acordo com a guarda desta época para a criação do peixe. Se não existir o Defeso, é certo que não vai haver reprodução e criação de peixe”.
Origem da campanha
A Campanha Pescador Fique Legal nasceu da necessidade de orientar os pescadores, comerciantes de pescado e consumidores do produto para a necessidade de observar o Defeso - período de reprodução das espécies de peixe no qual a pesca é proibida para assegurar a existência do recurso pesqueiro.
A Campanha reforça a filosofia do Ipaam de orientar e esclarecer aqueles que desenvolvem atividades de impacto ambiental para que se evitem os erros e as ilegalidades. No caso específico da pesca, para que se evite a pesca predatória que leva prejuízos à subsistência dos ribeirinhos, reduz o mercado de trabalho dos trabalhadores da pesca e provoca a escassez deste recurso alimentar para os consumidores.
“Essas espécies só podem ser comercializadas se forem oriundas de viveiros, projetos de piscicultura e planos de manejo, acompanhadas da guia de comercialização do pescado emitida pelo IBAMA”, explicou a gerente de controle de pesca do Ipaam, Nonata Lopes.
A Campanha é executada também com a parceria da Capitania dos Portos, Arsam, Polícia Militar do Amazonas, Amazonastur, Colônias de pescadores do Careiro da Várzea, Careiro Castanho e Lábrea e as prefeituras do Careiro Castanho e Careiro da Várzea, Itapiranga, Manaquiri, Manicoré e Manacapuru.
Seguindo a agenda do dia, uma parte dos participantes foram para o Porto da Ceasa dar orientações, afixar cartazes e distribuir os panfletos da Campanha. Os grupos que deveriam ir ao Porto de São Raimundo e aos barcos da Manaus Moderna foram impossibilitados pela chuva e a ação nestes locais foi transferida para sexta-feira.
Outra parte do grupo atuou na Feira da Panair com os servidores da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) que neste ano se integram à Campanha assumindo a execução da mesma em todas as feiras municipais.
A gerente de pesca do Ipaam também foi convidada a falar nas duas rádios instaladas junto à Administração da Feira da Panair. Na oportunidade, ela explicou aos feirantes a necessidade de declararem os estoques das espécies protegidas pelo Defeso ao IBAMA até o dia 19 de novembro e, a partir daí, prosseguirem com o uso da guia de comercialização de pescado para não terem que ser penalizados pela venda ilegal. Também orientou os consumidores a optarem pelas espécies que estão livres do Defeso como Curimatã, Cará, Bodó, Cuiu-cuiiu, Caparari, dentre mais de trinta outras espécies e, na dúvida sobre a legalidade da venda, solicitarem do vendedor a guia de comercialização.
Repercussão
Presente ao lançamento da Campanha, o superintendente do IBAMA em exercício, Geandro Guerreiro, destacou a importância da Campanha como fator de conscientização para “assegurar o processo reprodutivo das espécies e pra que o peixe não venha a faltar na mesa do povo amazonense”.
Para o secretário Executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernardino, “o Defeso é o maior instrumento que o pescador tem para preservar as espécies de peixe”. Entretanto, ele alertou para o fato de que também é preciso evitar o desmatamento, o assoreamento dos cursos d’água, a criação de barragens e outros danos ambientais que interferem na quantidade e qualidade do recurso pesqueiro. “A Campanha Pescador Fique Legal, portanto, é ambiental e de segurança alimentar”, concluiu.
Valdenor Falcão, membro da Federação de Pesca do Amazonas (Fepesca) e presidente da Colônia de Pescadores do Careiro da Várzea, informou que já estava com tudo certo para deflagar a Campanha no Município. “Queremos contribuir para que a expansão da Campanha a outros municípios seja um sucesso”, destacou.
Pescador Legal
O pescador Aldemar Saraiva Monteiro esteve presente ao lançamento da Campanha e é um exemplo de pescador “legal”. Ele concorda com o Defeso e observa o prazo de reprodução das espécies. Para ele, “Defeso é época em que o peixe pode ter prosperidade; vai desovar e vai ter uma produção imensa dois a três anos depois”.
Também o pescador Arnoldo Alves Ferreira, há 30 anos nesta atividade, dono do barco de pesca Nailson da Silva, ancorado no Porto da Panair, prestigiou o evento e opinou: “O Defeso é bom. Como pescador, sou de acordo com a guarda desta época para a criação do peixe. Se não existir o Defeso, é certo que não vai haver reprodução e criação de peixe”.
Origem da campanha
A Campanha Pescador Fique Legal nasceu da necessidade de orientar os pescadores, comerciantes de pescado e consumidores do produto para a necessidade de observar o Defeso - período de reprodução das espécies de peixe no qual a pesca é proibida para assegurar a existência do recurso pesqueiro.
A Campanha reforça a filosofia do Ipaam de orientar e esclarecer aqueles que desenvolvem atividades de impacto ambiental para que se evitem os erros e as ilegalidades. No caso específico da pesca, para que se evite a pesca predatória que leva prejuízos à subsistência dos ribeirinhos, reduz o mercado de trabalho dos trabalhadores da pesca e provoca a escassez deste recurso alimentar para os consumidores.





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